10 junho 2013

Não para, não para, não para... calma, é melhor parar

Em cinco rodadas, O Contador desse blog já teve que trabalhar duas vezes, e dessa vez com vontade. Empatar com a Portuguesa?! Em casa?! Em um Pacaembu cheio?! Com a torcida cantando, pulando, gritando?! Não consigo acreditar até agora no joguinho que o Corinthians fez. E que me desculpe a lusa, mas eles não tem um bom time. Se tivessem, poderiam ter ganhado, dado o espaço para contra-ataque.

O Corinthians controlava o jogo, tocando bola de lado, tentando lançamento e não conseguindo, voltando para zaga, tentando tudo de novo e errando tudo de novo. Tudo o que eu queria era, pelo menos, gritar um ‘uuuuuu’ no primeiro tempo, mesmo que fosse só para fingir que eu estava assistindo um jogo de futebol. Mas não foi o caso, quase nenhum chute ao gol, mesmo que fosse para o Pato errar na cara.

Diagnóstico do primeiro tempo? O Douglas não entrou em campo. Errava passe, lançamento, chute... diga um fundamento, eu confirmo: ele errou. E olha que eu gosto dele, acho um jogador importante para o time, ele foi um dos que tentaram mais contra o Boca Juniors, mas infelizmente, essa foi a pior atuação do camisa 10 (!) do Corinthians.

Não que possamos elogiar Danilo, Pato, Emerson (só pela vontade, que nunca o falta), Guilherme... Aliás, não posso cometer injustiças se for para começar a analisar jogador por jogador. O Ralf jogou muito, tanto como volante, quanto como zagueiro. Desarme atrás de desarme. O Gil também foi bem. E, pela estreia, o Ibson também jogou bem.

Qual foi a desculpa do Tite para um jogo tão ruim? Calendário, uma desculpa boa. O Corinthians tem um time experiente e em queda técnica já, principalmente pela idade, deixado claro pelas contusões de Alessandro e Paulo André no mesmo jogo. Foram partidas sábado-quarta-sábado-quarta-sábado.

Só para lembrar, o Corinthians foi campeão em 2011 após 10 rodadas iniciais com 9 vitórias. Naquele começo de campeonato, o time saiu da Libertadores antes de começar e conseguiu as vitórias quando jogava só no fim de semana, enquanto outras equipes fortes disputavam Copa do Brasil e Libertadores. Esse time precisa de descanso!


Então, esse é o momento Tite! Quer descanso? Aproveite a parada para Copa das Confederações para montar esse time, encaixar o Ibson, Maldonado e Jucinei no elenco (ah, já começa a pensar o esquema sem o Paulinho, vai que...), descansar e recuperar quem precisa e fazer todo o planejamento para o resto da temporada, porque esse ano o ritmo será o mesmo dessas cinco rodadas iniciais. 

O Contador +4

04 junho 2013

A falta que você me faz


Com a venda do Paulinho para a Europa (sem time confirmado ainda) cada vez mais certa, fica a certeza de como o volante faz falta para o Corinthians, sentida no último jogo do time, contra a Ponta Preta.

Não só porque ele fez gol jogando pela seleção, mas porque ele estava lá para fazer gol. Tivesse a bola ido na trave, ainda sim os corintianos, que um dia antes assistiram Corinthians x Ponte Preta, choraram pelo Paulinho.

A presença ofensiva do jogador é essencial nesse esquema tático do Tite, que coloca Danilo, Emerson, Romarinho pelas pontas, e Guerrero bem no ataque, quando não vai atuar... na ponta! Peraí, se Danilo está nas laterais, e ele é o armador do time, quem se posiciona no meio? Adivinha... ele veste a camisa 8.

Infelizmente eu não consegui achar exatamente o lance em que isso fica claro, mas posso tentar descrever. O Pato pega a bola, dá dois dribles, avança com a bola, junto com a linha direita da grande área. O Guerrero está dentro da área, marcado por dois, e o Danilo (se não me engano, mas pode ser o Romarinho também), está do outro lado. No meio há um enorme espaço, que na tática titeana deveria ser preenchido pelo Guilherme, substituto de Paulinho, mas...

Nada contra o Guilherme, eu o acho um excelente jogador, e confirmada a saída de Paulinho, a vaga é dele, mais do que de Maldonado, ou de Ibson, na minha opinião, mas ele tem muito o que treinar, e muito o que aprender vendo os lances do Paulinho, inclusive o do gol pela seleção. Até porque, o Guilherme pode fazer isso:


Carregar a bola também, trazendo da direita para esquerda, quase uma jogada característica e decisiva do Paulinho. Contra o Santos, na Vila Belmiro, pela Libertadores, gol de Emerson, foi assim.



Contra o Chelsea, foi quase isso.



Com especial atenção ao gol de cabeça contra o Vasco, e contra o Boca (na fatídica derrota/empate) nesse ano, lembrando que naquele jogo ele fez outro gol, no qual ele tromba com o goleiro e o juiz (erroneamente) marca falta.


No ano passado, o PVC cravou: o Paulinho é o termômetro do Corinthians. Se ele joga mal, o Corinthians joga mal. Jogou bem, o Corinthians vai bem. Resta saber como o Corinthians joga sem ele. 

02 junho 2013

'Rhayneres e Danilos', de Tostão


Na coluna da última quinta-feira na Folha de S. Paulo, o ex-jogador Tostão escreveu fazendo uma diferença entre os jogadores que precisamos no futebol brasileiro, como o Danilo do Corinthians, cerebrais e decisivos, ao contrário do que hoje temos muito, como o Rhayner do Fluminense, velozes e com vontade, mas com pouca técnica. Acho interessante destacar algumas frases. 

"Alertava que o Brasil produz, cada vez mais, do meio para a frente, jogadores como Negueba e Rhayner, velozes, dribladores, mas com pouca técnica e lucidez. Ameaçam muito e realizam pouco. Passam e finalizam mal. Parecem melhores do que são."

"Nos últimos tempos, proliferaram, no Brasil, os Neguebas e os Rhayneres, em detrimentos dos Danilos. O jogador do Corinthians tem características opostas. Possui pouca velocidade e mobilidade. Dribla pouco, mas tem muita técnica e lucidez. Passa e finaliza bem. É melhor que parece. Seus inúmeros gols, em jogos decisivos, não são coincidência."

Quem quiser ler a coluna completa, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2013/05/1286465-rhayneres-e-danilos.shtml