26 julho 2012

Os dois lados do Corinthians

Sem sustos no primeiro tempo, cheio deles no segundo. Esse foi o resumo de um Corinthians e Cruzeiro que mostrou os dois lados do alvinegro, o lado eficiente no ataque e seguro na zaga, mas um exagero ao defender, se livrando da bola a qualquer custo.

Com 15 minutos de jogo, o Cruzeiro não conseguia trocar passes. O volume de jogo era enorme, uma superioridade extrema. Faltava apenas o Douglas ou o Alex para transformar a posse da bola em chances de gol. Sim, porque embora o Danilo tenha feito uma ótima partida, lançamentos não é a dele.

O sistema de marcação funcionava tão bem que a pressão fez o Cruzeiro errar na saída de bola. E não pense você que a culpa é do time de Minas Gerais, o Flamengo também errou duas vezes na última quarta-feira, é mérito do Corinthians! É mérito do sistema de marcação, que começa do ataque.

Pênalti claro em Jorge Henrique, gol de Chicão. 


No segundo tempo, tudo mudou. Quase tudo pelo menos, a defesa continuava excelente, mas mais porque estava quase todos os jogadores nela. O que se viu foi um Corinthians que se livrava da bola, e um Cruzeiro que começava a atacar.

O Montillo mostrava porque o corintiano ficou triste dele não ter vindo para o alvinegro. Driblava, criava, finalizava... Para sorte do Timão, os outros jogadores do Cruzeiro não estavam com a mesma inspiração.

Nos últimos minutos, o Cruzeiro foi cansando e trazendo menos perigo para o Corinthians, o jogo voltava para o controle do time paulista, e Paulinho corre com a bola para fazer mais um gol, pelo primeiro tempo, porque não merecia fazer no segundo.

PS: Paolo Guerrero jogou pouco tempo, mas mostrou que tem um toque refinado. Um passe de primeira e outro de calcanhar que se o Alessandro tivesse acredita, poderia sair uma chance perigosa.

21 julho 2012

Que venham os reforços






Tudo parecia bem após a vitória de 3x0 sobre o Flamengo, fora de casa. O time parecia encaixado como antes, como no Campeonato Brasileiro de 2011, como na Libertadores de 2012, mas o empate (derrota?) para Portuguesa deu a sensação de que falta peças nesse encaixe, engrenagens que já chegaram e precisam estrear bem/logo.

O jogo começou, com o perdão do clichê, pegado, principalmente porque o Corinthians errava muitos passes e a marcação para recuperar a bola era intensa. O Douglas não era o mesmo marcador e criador do jogo passado, embora tenha lançado um bolão, que só ele mesmo conseguiria, para Emerson, mas o atacante que decidiu a Libertadores estava longe de decidir esse jogo.

Romarinho, o iluminado, desta vez pode ser chamado assim pelo fato de que, enquanto todos pensavam que logo após a competição continental ele iria para banco, ele conseguiu ficar no time titular, por causa da contusão de Jorge Henrique. Hoje, foi outro que jogou pouco. Aliás, a dupla que marcou o gol na Bombonera, ainda não conseguiu entrar no mesmo ritmo.

A essa altura do jogo, a Portuguesa ia conseguindo trocar muito mais passes do que o Corinthians, o que acabou resultando no gol da Lusa e mais um jogo que o alvinegro ia terminar com gol tomado. 



As substituições, aos contundidos, não funcionaram, o esquema com o Edenílson muito menos, e piorava com o Douglas não marcando como devia, tanto que quando roubou uma bola (a única) foi uma das jogadas mais perigosas do Corinthians. Era isso que tinha que ser feito, pegar a Portuguesa no contra-pé, roubar a bola com os volantes, no campo de defesa. O Emerson gritava “Vem porra!”, como quem diz “aproxima!”

O segundo tempo começou com um gol do Jorge Henrique, meio que sem querer. Agora, o Corinthians tinha 45 minutos (contando os acréscimos) para sair de campo com a vitória, bastava um gol, mas acho que bastava um Danilo. Com a entrada do Jorge Henrique, o time ficou com a cara de Mano Menezes, três atacantes, dois volantes e um Douglas.

Deu certo, o Corinthians começou a atacar, mas ao mesmo tempo, começou a ser individual. Romarinho tentou decidir sozinho, Emerson tentou decidir sozinho, Douglas tentou decidir sozinho e Paulinho tentou decidir bonito, mas ninguém conseguiu, e nem Adilson iria também.




Por falar no atacante, a entrada dele não resultou em gol, mas ajudou a perceber a falta que as contratações, mesmo antes de estrear, fazem. Adilson está no banco, porque Élton já mostrou que é ineficaz. Sem Danilo, sem poder ofensivo. Sem Alex, sem substituto para o Douglas. Sem Liedson, sem opção para o ataque.

Com Guerrero e Martinez (poderia ser) seria diferente. Talvez o Martinez pudesse ter entrado no lugar de Danilo e o Edenilson poderia ter ido para lateral direita, se o jogo andasse da mesma forma, a substituição seria a entrada de Guerrero, e não Adilson, ou Élton. O anúncio no classificados seria: Precisa-se de reservas para o  Campeonato Brasileiro. 

19 julho 2012

É Alex no Qatar e Douglas a marcar


Já era previsível antes do jogo, para o Corinthians ganhar bastava ser Corinthians, ou seja, marcar em cima e deixar a saída de bola com os jogadores mais fracos do Flamengo, que estão na defesa: Arthur, Marllon, Magal e Aírton. Foi melhor que a encomenda e quem acabou errando foram Botinelli e Renato.

Desde o começo, o jogo vinha se desenhando favorável ao Corinthians, muito mais organizado, muito mais eficiente. Aos 27 minutos, o Timão abria o placar com Douglas, e de novo com ele, garantia a vitória.

Sim, porque embora o amistoso contra o rubro-negro antes do início da temporada tenha terminado com o mesmo placar no primeiro tempo, mas o jogo encerrado em empate, os times estão completamente diferentes agora. É nota 10 para o Corinthians e nota 0 para o Flamengo.



E com Alex de saída a vaga deixada em aberto por ele está nas mãos de Douglas, não garantido, mas 90%. Porque Douglas, na verdade, fez um jogo atípico ontem, marcou para valer e como resultado fez um primeiro gol roubando bola de Botinelli.

Tite mandou Alex ‘se Quatar’ e mandou Douglas marcar, pressionar, e o meia precisa continuar fazendo isso, até mesmo porque com Martinez e Guerrero, a vaga de Alex não está 100% garantida para ninguém.

Para o segundo tempo, vou reservar um parágrafo pois pouca coisa aconteceu. Me limito a dizer que Danilo, mais um gol!, é o artilheiro do time e que o Corinthians jogou mais uma vez como conquistou o campeonato no ano passado.

Para, realmente, pensar em querer tentar brigar na disputa do título, precisa vencer as três próximas: Portuguesa em casa, Cruzeiro em casa e Bahia fora.

Obs: É o primeiro jogo do Corinthians no campeonato sem sofrer gols

16 julho 2012

Corinthians tomou gol em todos os jogos do Brasileirão


O jogo entre Corinthians e Naútico poderia ser lembrado como a primeira vitória pós-título da Libertadores. Uma demonstração de força do atual campeão brasileiro. Mas deveria também ficar marcado como mais um jogo que o alvinegro toma gols, mesmo jogando em casa.

O time, conhecido por ter um excelente esquema defensivo, sofreu gols em todos os jogos do Campeonato Brasileiro, mesmo jogando com o time titular. De Naútico, Botafogo (3), Palmeiras, Figueirense, Fluminense, Sport, Ponte Preta, Grêmio (2) e Atlético Mineiro.

Tem a sétima pior defesa do campeonato, com 12 gols sofridos, o que equivale a um terço do que o Corinthians sofreu nos 38 jogos do Brasileirão em 2011, quando foi a melhor defesa.

Em comparação com o ano passado, o Corinthians tinha Chicão e Leandro Castán em grande fase, depois, por assuntos internos, entrou o Paulo André que esperava, treinando bem, por sua chance, e terminou titular em alto nível. O goleiro era Júlio César, que vinha jogando desde a saída do Felipe.

Esse ano, temos um goleiro que mostrou eficiência nos jogos da Libertadores, mas defeitos no Campeonato Brasileiro. Saída de bola é uma delas. Falta amadurecer nos pontos corridos, onde um jogo não vale um ano, mas vale três pontos.

A dupla de zaga sem Leandro Castán, incontestável na Era Tite, tem um Paulo André fora de ritmo, inclusive fazendo gol contra. Demorou seis meses para voltar a jogar e agora precisa recuperar o fôlego que o tornou uns dos melhores zagueiros de 2011.  

Até agora, nenhum contratação para o setor foi anunciada.

E esse é o time que sofreu quatro gols durante toda a Libertadores.

13 julho 2012

Época de negociações e a mudança de cenário


O Tite já deixava claro, no Bate-Bola da Espn, que o Paulinho não seria negociado com a Inter de Milão e o Mário Gobbi logo depois confirmou que a dupla de volantes campeã da Libertadores irá ficar. Anúncio dado no mesmo dia que a taça do torneio chegou ao Memorial do Corinthians.

Não que o Ralf tivesse perigo de sair.

Uma mudança cenário quando mantemos um dos melhores jogadores do time. Perder Leandro Castán, William, Ramón, Gilsinho já não parece o fim do mundo. Tirando o zagueiro, as perdas podem ser reparadas. Até as negociações que ainda estão acontecendo (Alex e Liedsón) não parecem afetar o time.

Aliás, os dois devem sair se quiserem. A diretoria já havia deixado claro que não ia tentar impedir a saída de Alex, iria ficar se quisesse ficar. Na saída do jogo contra o Botafogo, o meia afirmou que deixa as negociações com a diretoria. Ligue os pontos. Se ele sair, o Douglas, que vem jogando bem, pode se encaixar no time, basta correr mais.

O Liédson também só fica se quiser assinar por menos tempo. O Corinthians quer seis meses, ele quer dois anos. A lógica das técnicas de negociação é que seja fechada por um ano. Poderá ser uma assinatura por serviços prestados, já que Paolo Guerrero foi contratado para a mesmo posição e Liédson ainda não apresenta preparo físico ideal.

Além de Guerrero, Martinez do Velez Sarsfield também chega, para o lugar do William. Romarinho substituiu Gilsinho. O Leandro Castán só será reposto se vier uma contratação de peso, já que no elenco já há quatro bons zagueiros: Paulo André (precisa de ritmo), Chicão, Wallace e Marquinhos (precisa de experiência).

O único setor que não tem ninguém ainda é a reserva da lateral esquerda.

10 julho 2012

HQ para relembrar título da Libertadores

Para que não cansa de lembrar do título do Corinthians na Libertadores, aqui tem ótimas sugestões. Relembrar a campanha por meio de história em quadrinho. 

No dia seguinte, a UOL já publicara um resumo em seis páginas sobre os momentos inesquecíveis. Veja aqui.

Hoje, a Globoesporte.com lançou uma mais dinâmico, com a narração de Cléber Machado, locutor oficial das partidas do Corinthians na Libertadores, e com a história passando sozinha. Veja aqui.

Um afago para aqueles (33 milhões) que nunca esquecerão 2012.

09 julho 2012

Paulinho, de saída?


Uma reportagem do globoesporte.com hoje iniciou um enredo de uma novela que deve se estender pelos próximos dias. O volante Paulinho (os representantes dele) estaria negociando com a Inter de Milão e o salário oferecido seria o principal motivo da saída do jogador. O clube não teria dinheiro para cobrir a oferta. Veja um resumo da notícia.



“Internamente, a cúpula do departamento de futebol já foi orientada pelo presidente Mário Gobbi Filho a não cometer exageros financeiros. Não poderá pagar a um defensor vencimentos semelhantes aos de atletas do setor ofensivo, como Alex e Emerson – acima de R$ 400 mil. O Corinthians quer usar o dinheiro que arrecadou com a saída do zagueiro (Leandro Castán) para tentar comprar Paulinho. O jogador já descartou se transferir para centros como Ucrânia ou Rússia.”

É importante destacar alguns pontos dessa história:

*A diretoria do Corinthians é sensata em não extrapolar salários. O Corinthians está onde está por gerir financeiramente bem o clube.

*O último salário astronômico foi para Ronaldo, estrela de marketing, diferente dos jogadores atuais. Se um começar a ganhar bem mais, o GRUPO pode rachar.

*Mas é de se criticar a diretoria por separar setor ofensivo e defensivo. O Paulinho é mais importante que o Alex, e merece ser valorizado.

*O Corinthians chegou a um nível onde usa o dinheiro de venda de jogador, para reforçar o plantel. Coisa de clube bem cuidado.

*Bom para o Paulinho em não pensar em ir para Ucrânia. Diferente do William (que deve ir para o Metalist), o volante tem chance de ir para seleção e precisa ser visto em um grande centro. (Brasil incluso).

A reportagem do Globoesporte.com pode ser vista aqui.

08 julho 2012

Uma viagem pelo Corinthians em 90 minutos




O Corinthians viajou pelos últimos anos no jogo de hoje. Primeiro, três volantes e Douglas, como na Era Mano Menezes, iria vencer mesmo jogando mal, com gol de Liédson, como em alguns jogos do ano passado, mas o Timão acabou sofrendo o empate, com um a mais, como alguns jogos do ano passado. A única coisa esquecida foi o último jogo, onde esse mesmo time venceu o Palmeiras.

O jogo começou com havia de ser, levando em consideração ser o time reserva, e do Corinthians estar naquele mesmo campo ruim onde perdeu a Copa do Brasil em 2008. O time não conseguia trocar passes e o Douglas precisava criar mais, embora estivesse mostrando vontade para isso.

Situação de primeiro tempo: recuado. Era mais fácil ver o Romarinho na defesa do que Ramón no ataque. O iluminado da Libertadores estava apagado e o que foi dispensado da competição continental, Júlio César, pegava tudo, inclusive uma bola cara a cara. Se o Douglas não começasse a lançar o Romarinho ou usar o Liédson de pivô, o Corinthians ia continuar sendo pressionado.

Enquanto o Sport já tinha criado seis chances, o Corinthians tinha feito o mesmo número em cruzamentos inúteis. O jogo era tão ruim para o alvinegro quanto os jogadores que tinham no banco.

O segundo tempo começou melhor para o Corinthians e logo aos 3 minutos, Romarinho pegou uma bola em condição em deixar o Douglas na cara do gol, não deu em nada. Acredito seriamente que o peso de ter decidido dois jogos importantes pesou, e ele acabou não tocando, nem chutando.

Faltava ao Corinthians subir o time, Marquinhos e William Arão quase não acompanhavam o ataque, tal qual os titulares Ralf e Paulinho. Talvez faltasse o grito de “SOBE! SOBE! SOBE!” do Tite. E se no primeiro tempo o problema foi o Douglas, no segundo foi diferente, pelo menos no lance do gol de Liédson. Passe lindo. O Liédson não consegue correr, mas consegue se posicionar bem.  

MAS. É incrível. É só o time adversário perder um jogador, que o Corinthians não consegue jogar. Foi assim em um jogo com o Palmeiras, tanto que depois o Tite chegou a dizer que o time verde perder um jogador, os ajudou. Outro clássico momento foi o empate para o Mogi Mirim no Paulista desse ano. E o último foi hoje, com falha da defesa, tanto de Paulo André, não cobriu, Wallace, pegou um drible fácil, e Júlio César (logo ele!), pois o chute era defensável.

Para o Corinthians, o futuro é incerto no Brasileiro. Esse foi o último jogo do time reserva, que entrega para os titulares apenas cinco pontos em sete rodadas. Zona de rebaixamento. Para voltar a disputa, o campeão da Libertadores precisa fazer o mesmo que no começo do ano passado, oito vitórias em nove jogos. Será que dá?