Sem sustos
no primeiro tempo, cheio deles no segundo. Esse foi o resumo de um Corinthians
e Cruzeiro que mostrou os dois lados do alvinegro, o lado eficiente no ataque e
seguro na zaga, mas um exagero ao defender, se livrando da bola a qualquer custo.
Com 15
minutos de jogo, o Cruzeiro não conseguia trocar passes. O volume de jogo era enorme,
uma superioridade extrema. Faltava apenas o Douglas ou o Alex para transformar a
posse da bola em chances de gol. Sim, porque embora o Danilo tenha feito uma
ótima partida, lançamentos não é a dele.
O sistema de
marcação funcionava tão bem que a pressão fez o Cruzeiro errar na saída de
bola. E não pense você que a culpa é do time de Minas Gerais, o Flamengo também
errou duas vezes na última quarta-feira, é mérito do Corinthians! É mérito do
sistema de marcação, que começa do ataque.
Pênalti claro
em Jorge Henrique, gol de Chicão.
No segundo
tempo, tudo mudou. Quase tudo pelo menos, a defesa continuava excelente, mas
mais porque estava quase todos os jogadores nela. O que se viu foi um
Corinthians que se livrava da bola, e um Cruzeiro que começava a atacar.
O Montillo
mostrava porque o corintiano ficou triste dele não ter vindo para o alvinegro. Driblava,
criava, finalizava... Para sorte do Timão, os outros jogadores do Cruzeiro não
estavam com a mesma inspiração.
Nos últimos
minutos, o Cruzeiro foi cansando e trazendo menos perigo para o Corinthians, o
jogo voltava para o controle do time paulista, e Paulinho corre com a bola para
fazer mais um gol, pelo primeiro tempo, porque não merecia fazer no segundo.
PS: Paolo
Guerrero jogou pouco tempo, mas mostrou que tem um toque refinado. Um passe de
primeira e outro de calcanhar que se o Alessandro tivesse acredita, poderia
sair uma chance perigosa.



