Tudo
parecia bem após a vitória de 3x0 sobre o Flamengo, fora de casa. O time
parecia encaixado como antes, como no Campeonato Brasileiro de 2011, como na
Libertadores de 2012, mas o empate (derrota?) para Portuguesa deu a sensação de
que falta peças nesse encaixe, engrenagens que já chegaram e precisam estrear bem/logo.
O jogo
começou, com o perdão do clichê, pegado, principalmente porque o Corinthians
errava muitos passes e a marcação para recuperar a bola era intensa. O Douglas
não era o mesmo marcador e criador do jogo passado, embora tenha lançado um bolão,
que só ele mesmo conseguiria, para Emerson, mas o atacante que decidiu a Libertadores
estava longe de decidir esse jogo.
Romarinho,
o iluminado, desta vez pode ser chamado assim pelo fato de que, enquanto todos
pensavam que logo após a competição continental ele iria para banco, ele
conseguiu ficar no time titular, por causa da contusão de Jorge Henrique. Hoje,
foi outro que jogou pouco. Aliás, a dupla que marcou o gol na Bombonera, ainda
não conseguiu entrar no mesmo ritmo.
A essa
altura do jogo, a Portuguesa ia conseguindo trocar muito mais passes do que o
Corinthians, o que acabou resultando no gol da Lusa e mais um jogo que o alvinegro
ia terminar com gol tomado.
As substituições, aos contundidos, não funcionaram, o esquema com o Edenílson muito menos, e piorava com o Douglas não marcando como devia, tanto que quando roubou uma bola (a única) foi uma das jogadas mais perigosas do Corinthians. Era isso que tinha que ser feito, pegar a Portuguesa no contra-pé, roubar a bola com os volantes, no campo de defesa. O Emerson gritava “Vem porra!”, como quem diz “aproxima!”
O segundo
tempo começou com um gol do Jorge Henrique, meio que sem querer. Agora, o Corinthians
tinha 45 minutos (contando os acréscimos) para sair de campo com a vitória,
bastava um gol, mas acho que bastava um Danilo. Com a entrada do Jorge
Henrique, o time ficou com a cara de Mano Menezes, três atacantes, dois
volantes e um Douglas.
Deu certo,
o Corinthians começou a atacar, mas ao mesmo tempo, começou a ser individual.
Romarinho tentou decidir sozinho, Emerson tentou decidir sozinho, Douglas
tentou decidir sozinho e Paulinho tentou decidir bonito, mas ninguém conseguiu,
e nem Adilson iria também.
Por falar no atacante, a entrada dele não resultou em gol, mas ajudou a perceber a falta que as contratações, mesmo antes de estrear, fazem. Adilson está no banco, porque Élton já mostrou que é ineficaz. Sem Danilo, sem poder ofensivo. Sem Alex, sem substituto para o Douglas. Sem Liedson, sem opção para o ataque.
Com
Guerrero e Martinez (poderia ser) seria diferente. Talvez o Martinez pudesse
ter entrado no lugar de Danilo e o Edenilson poderia ter ido para lateral
direita, se o jogo andasse da mesma forma, a substituição seria a entrada de
Guerrero, e não Adilson, ou Élton. O anúncio no classificados seria: Precisa-se
de reservas para o Campeonato Brasileiro.

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